terça-feira, 18 de agosto de 2015

Meu caminho profissional, espiritualidade e autoconhecimento

Quando eu era criança já quis ser medica, atriz, cantora, professora...mudava de ideia sempre que conhecia uma profissão diferente.
Quando eu estava na adolescência, não existiam tantos programas do governo que possibilitavam ao jovem frequentar uma faculdade. Universidade publica sempre foi coisa de rico (irônico não?). E meus pais não tinham condições de pagar uma faculdade particular para as filhas. Nessa época eu queria cursar psicologia e poder trabalhar com crianças, mas o curso era muito caro e eu estava quase terminando o ensino médio, o que significava que eu tinha que começar a pensar em ajudar financeiramente em casa. Mas isso não me impediu de seguir uma profissão. Acabei seguindo os passos da minha irmã mais velha. Fiz alguns cursos e entre eles o curso técnico em sistemas de informação pela instituição do governo e com isso fui à luta para trabalhar nessa área. Após muito tempo trabalhando no comercio para ter alguma experiência, finalmente consegui uma oportunidade.
Claro que por um tempo eu imaginei que era muito sortuda e feliz por ter conseguido emprego na minha área. Tanto que eu não me contentei com o nível técnico e me graduei em Analise e Desenvolvimento de sistemas. Comecei por baixo, no atendimento ao usuário. Foi uma época muito feliz para mim em termos profissionais. Mas logo mudei de função e fui cuidar da parte burocrática da TI. Bem nessa época conheci minha amiga Karla que me apresentou ao mundo do autoconhecimento e espiritualidade (por favor não confundir com religião!).  Meu início foi cético, mas quando finalmente entendi alguns conceitos, cai de cabeça na busca pelo autoconhecimento. Fiz terapia junguiana, li livros que antes eu nem sonhava em ler. Conheci pessoas de outros círculos culturais e fiz inúmeras pesquisas sobre temas diversos. E nesse momento eu percebi que escolhi (escolhi não é bem a palavra. Eu diria que segui aquilo que minha família julgou mais prático e viável no momento) a profissão errada e fiquei muito infeliz pois sabia que não era possível, pelo menos não de imediato sair de onde eu estava e recomeçar.
Durante uma leitura de uma nota no Facebook tive o insight de que era na infância que estava a resposta para a minha busca por uma profissão gratificante emocionalmente, espiritualmente e financeiramente. Percebi que gosto de ajudar as pessoas. Todas as profissões que eu almejei durante a infância e adolescência eram voltadas a ajudar alguém de alguma forma: medica, atriz, cantora, professora, psicóloga...
Depois desse insight entendi que nós somos muito sábios quando crianças, mas por inúmeros motivos acabamos seguindo caminhos bem diferentes do que aqueles que de fato nos fariam felizes. Isso não é regra porem, muitas pessoas que eu conheço (eu inclusive) passam muito tempo perdidas sem saber o que querem fazer da vida simplesmente porque perderam o foco. Param de procurar aquilo que as agrada e passam a procurar apenas o benefício financeiro.
Eu ainda estou no meu serviço burocrático de TI pois sei que não é o momento para largar minha única forma de renda. Mas entendi que posso estudar no meu tempo extra, fazer cursos online, ser voluntaria nos finais de semana e férias, e assim, aos poucos abrir as portas para aquilo que eu realmente quero.

O objetivo desse texto era motivar a mim mesma e aqueles que ainda estão à procura da profissão feliz. Que possamos olhar a nossa infância e entender o desejo puro do nosso coração.

3 comentários:

  1. "[...]Depois desse insight entendi que nós somos muito sábios quando crianças, mas por inúmeros motivos acabamos seguindo caminhos bem diferentes do que aqueles que de fato nos fariam felizes."

    Realmente!!
    Otimo texto, Lo! Infelizmente algumas vezes nos "desviamos" no caminho que queremos percorrer pra ir por outro que muitas vezes fizeram-nos pensar que é o que "precisamos". O importante é sempre lembrar de viver por nos mesmos, lembrando do nosso desejo íntimo e real.
    Beijos :*
    Cynthia S. (Cys)

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    1. O importante é ser feliz! Beijos Cys e obrigada por tirar um tempinho para visitar o blog. s2

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